sexta-feira, 8 de agosto de 2008

B 612


Quem leu O Pequeno Principe deve lembrar que ele vivia em um pequeno asteróide que, segundo o relator da história, chamaria-se B 612. Se ainda não leram o romance, é uma boa oportunidade para faze-lo. Se o leram quando eram crianças, como eu, é uma excelente oportunidade para rele-lo (como fiz eu). Neste link podem encontrar uma versão completa com os desenhos originais de Saint-Exupery (em espanhol).

Não é para falar da terna história de Saint-ex que abri esta entrada, mas sobre a Fundação B612, que leva esse nome em lembrança do asteróide do Pequeno Príncipe. A fundação tem un único objetivo: alterar a órbita de um asteróide de forma significativa para 2015. O argumento dos membros do projeto é que até agora medidas de vigilância têm sido realizadas, programas tipo spaceguard, que buscam levantar um cadastro de todos os NEOs e acompanhar seu percurso. Porém até o dia de hoje não existe nenhuma medida testada efetivamente para prevenir o impacto de um NEO con a Terra. Em outras palabras, é como se tivéssemos um aparelho de diagnóstico mas nenhuma medicina para curar... Uma grande decepção.

A história de B612 comenzou quando Piet Hut e Ed Lu do Centro Johnson da NASA (Houston, USA) tomaram a iniciativa de promover a criação de um sistema para desviar NEOs perigosos e chamaram a uma reunião em 20 de outubro de 2001 a outros cientistas e técnicos para discutir possíveis formas de realizar o objetivo. A utilização de bombas nucleares na cabeça de mísseis para fazer explodir o asteróide foi considerada muito arriscada. Pelo el contrário, a melhor opção segundo eles, é usar motores de plasma acionados por um reator nuclear que gerem uma pequena força sobre o asteróide durante um tempo longo (varios anos). E o melhor desta solução segundo os especialistas de B612 é que possuimos a tecnologia. (E esta frase me faz lembrar a série The Six Million Dollar Man...) Só é necessário conseguir os fundos. Para tal função foi criada uma fundação um ano depois, em 7 de outubro de 2002, hoje presidida por Dan Durda que busca arrecadar dinheiro de doadores privados. Por outro lado participa ativamente das discusões políticas sobre temas relacionados com NEOs, como a sessão especial do Congresso americano do dia 8 de novembro de 2007.

Eu espero que tenham sucesso em sua empreitada, só desejo que não testem o método em B612, onde for que ele seja encontrado. Talvez poderiamos destruir o mundo do Pequeno Príncipe sem querer.

Um comentário:

fredysandra disse...

bom dia senhores , colisoes sao comuns na terra , grandes colisoes que e problema ,mas acho que tem soluçao , com a descoberta de nano tubos de carbonos poderiamos faser um grande cabo ,e resistente , ancora-los a terre e lever a sua estremidade ao espaço honde colocaremos uma grande vela solar ,e com a rotaçao da terra e ventos solares poderemos tirar a terre de sua orbita e aproxima-la a orbita de marte, encurtaremos distancias e livraremos a terra de colisoes previstas a essa orbita antiga, fredy